CADA UMA DE NÓS TEMOS EXPERIÊNCIAS DE LEITURA E ESCRITA QUE INFLUENCIARAM NOSSO LETRAMENTO. VAMOS COMPARTILHAR AS NOSSAS
Quando penso em experiências de leitura, vêm-me à lembrança algumas
cenas da infância. Meu pai tinha uma coleção de clássicos da literatura, todos
em capa dura, com títulos como Vinte mil léguas submarinas, Máscara de Ferro, O
Conde de Monte Cristo, entre outros. Era guardada em uma caixa de madeira,
muito bonita e ficava em cima do guarda-roupas, longe do nosso alcance. Estava ainda sendo alfabetizada e infelizmente ele nunca leu nenhum desses livros para nós,
nem contou sobre as histórias. Às vezes eu abria essa caixa e folheava com
curiosidade alguns desses livros.
Era como se meu pai guardasse um tesouro só para ele. Uma
pena, pois poderia ter despertado em nós o gosto pela leitura se tivesse
compartilhado suas experiências de leitor. Também não tive nenhuma experiência
enriquecedora com a leitura na escola, pois eram propostas como obrigação. Nessa época eu
adorava mesmo era escrever cartas. Escrevia e recebia várias toda semana. Aguardava
ansiosa as notícias dos meus amigos. Hoje, substituí as cartas pelos emails e recados no Facebook.
O gosto pela leitura surgiu na juventude. Foi então que aprendi o que declarou uma vez Marilena Chauí - "ele ( o livro) abre para mundos, ideias e sentimentos novos, descobertas sobre nós mesmos, os outros e a realidade". - Maria Regina R. Ferreira
Na escola, sempre fui da turma das estudiosas, daquelas que faziam
todos os deveres e liam tudo o que passava pelas mãos. Eu nunca me imaginei sem
estudar e o que me ajudou muito a ter uma postura de estudante foi a lição de
casa que tinha muitas atividades, mas eu gostava de fazê-las. A lição de
casa cria a demanda de organização do tempo, do espaço e do comportamento. Aprendi
a ter uma atitude responsável e meus pais sempre me orientavam muito bem no
momento das tarefas. A rotina da leitura me fez escrever melhor e por meio dela
,como aluna, tive a possibilidade de questionar os meus próprios hábitos e
atitudes, questionar o mundo e tornar-me mais culta. Eu lembro que uma das
estratégias que a escola onde eu estudei usou para que os alunos entrassem em
contato com os mais variados tipos de leitura foi deixar jornais sobre as mesas
do pátio. Alguns alunos só passavam as vistas, porém a maioria deles
começou a se interessar pelos cadernos dos jornais e debatiam sobre os temas
entre si de forma crítica. Sendo assim, criou-se o hábito de leitura e os
alunos passaram a ler livros inteiros e interagir sobre os assuntos de cada
livro. A leitura faz com que as interpretações e os olhares se tornem mais
amplos diante dos assuntos expostos. Aquela emoção que não se sabe explicar a
gente encontra nos livros e o bom da leitura é que você imagina cada detalhe, cada
cena, você usa a imaginação como quiser. - Denise Aguilar Anicelli
Sempre gostei muito de ler, de aprender, sempre queria
saber mais, saber o porquê das coisas.
Meus pais me apresentaram a magia dos livros quando eu
ainda era muito pequena. Quando fui para a escola, eu tinha 6 anos e meio e, já sabia ler
praticamente tudo. Gostava de escrever, de manter o caderno em ordem,
caprichado - adorava receber elogios!
Entre os presentes que costumava ganhar, sempre havia
algum livro entre eles, e isso me fascinava. Lembro-me de uma coleção de livros
dos personagens da Disney que eram em inglês, todo lindo, colorido; sempre me
lembro desta coleção como sendo a primeira, talvez tenha sido mesmo.
Sempre gostei muito de falar, conversar e isso até hoje
ainda não mudou. Gosto de estar por dentro de vários assuntos, por isso leio um
pouco de tudo, principalmente, reportagens, crônicas, etc.
A febre da internet também me pegou, adoro as redes
sociais. O que mais me agrada nas redes são as postagens sobre frases e/ou
trechos de livros de autores famosos, renomados...
É como dizem: a gente viaja nas páginas de um livro.
Quando leio um livro que toca o meu coração, sinto como se eu ainda tivesse
fazendo a leitura da minha infância, aquela leitura onde tudo era mágico, era
novidade.
Um abraço e boa leitura a todos! - Alessandra
Marques Oliveira
Quando criança meu verdadeiro e íntimo desejo era
fazer um retiro. Não um qualquer, era necessário um lugar tranquilo para poder
exercer essa experiência de forma plena. O destino para esse retiro era bem
diferente do que minhas amigas me contavam sobre seus acampamentos, os olhinhos
delas brilhavam quando diziam sobre areia, praia ou até em cidades bem
interioranas. Meu sonho era diferente. Passar dias em uma biblioteca cujas
prateleiras repletas iriam do chão ao teto, munida de uma manta e muita disposição
para desvendar os mistérios, e as esferas habitadas por detrás de capas, na
sucessão de cada página.
Vim a conhecer, anos mais tarde, uma personagem com a qual puder
realizar, pelo menos paralelamente, esse desejo: Bastián Baltasar Bux e sua
"História Sem Fim".
Hoje a leitura ainda alimenta meu desejo. Evidentemente toma outra
proporção. Por um tempo o foco profissional direciona para o dever de conhecer,
tomando um espaço substancial em nossas vidas em detrimento da leitura pelo
prazer. Nunca realizei efetivamente meu sonho na biblioteca, mas
prazerosamente, voltei ao meu projeto original. Retomei a leitura de alguns
clássicos e estou conseguindo diminuir a pilha de livros que se formou em meu
criado-mudo. - Josety Cristiane Pereira Pierone
Minhas experiências com meus
alunos têm sido muito gratificantes. Percebo que para os alunos gostarem de
praticar a leitura o educador deve ter a sensibilidade de ler para eles, gesticular durante
as leituras, parar e dar ênfase em alguns momentos, mostrando e fazendo quem
ouve o texto viajar junto com o leitor e despertar a curiosidade de querer
entrar no universo da escrita e descobrir novos conhecimentos.
Acredito que se deve ler para os
educandos, ler com os educandos e ouvi-los lerem sozinhos. Sendo assim, um bom
leitor terá boa possibilidade de também ser um bom escritor.
Os jornais e revistas oferecem
grandes possibilidades para exploração da leitura e escrita, na sala de aula dá
para usar muito a criatividade, como: trabalhar com os diversos gêneros,
fazer a interpretação da leitura, criação de uma reportagem com os mesmos
parâmetros pelo aluno.
Sempre tento mostrar para a sala
a importância da leitura de textos jornalísticos, pois isso faz com
que eles façam parte de um mundo globalizado e fiquem antenados com os
acontecimentos. - Inez Pereira de Melo Maehara





Nenhum comentário:
Postar um comentário